Minha pele está…
Minha pele está com melasma
O que é o melasma, por que a proteção contra a luz é a base do cuidado e quando procurar o dermatologista.
Esta página é para quem já ouviu de um dermatologista que as manchas no rosto são melasma. Manchas no rosto têm outras causas, e só o exame consegue diferenciar uma da outra. Se você ainda não passou por essa avaliação, comece por ela.
O melasma é uma alteração crônica da cor da pele. Aparece como manchas acastanhadas, de contorno irregular, em geral dos dois lados do rosto de forma parecida, nas áreas que recebem sol: maçãs do rosto, testa, buço, queixo e nariz. É bem mais comum em mulheres, principalmente na idade em que podem engravidar, e em peles morenas e pardas. Muita gente com melasma tem alguém na família com o mesmo quadro.
O que faz o melasma aparecer ou piorar é uma soma de fatores. A exposição ao sol é o principal, ao lado dos hormônios, como os da gravidez e os de anticoncepcionais e outros tratamentos hormonais. Inflamação na pele, alguns cosméticos e medicamentos que deixam a pele mais sensível à luz também aparecem entre os desencadeantes. Revisões mais recentes dão ainda mais peso à luz: descrevem o melasma como uma condição ligada ao envelhecimento da pele pelo sol, em pessoas com predisposição genética.
Para a expectativa, uma informação importante: o melasma tende a voltar. As fontes o descrevem como crônico e recorrente. Ele pode melhorar com tratamento e voltar quando o cuidado é interrompido ou quando a exposição à luz aumenta. Melhorar não quer dizer que acabou.
A proteção contra a luz aparece em todas as fontes como a base do cuidado, antes e depois de qualquer tratamento, e não como um complemento. No melasma, isso vai além do ultravioleta B, que causa a queimadura: a luz visível e o ultravioleta A de onda longa também estimulam as manchas. Por isso o Consenso Brasileiro de Fotoproteção, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, recomenda no melasma protetor com FPS alto, de preferência acima de 50, proteção contra o ultravioleta A proporcionalmente alta e proteção na faixa da luz visível, com cor sempre que possível. Os protetores com cor têm pigmentos que barram parte da luz visível, desde que o tom combine com a pele de quem usa. O consenso também recomenda chapéu e atenção aos horários de sol. Uso intensivo de protetor de amplo espectro aparece associado a menos melasma em quem tem risco alto, a manchas menos intensas e a menos retornos.
O protetor, sozinho, não substitui o tratamento das manchas que já existem. O papel dele é reduzir o estímulo que mantém o melasma e o faz voltar. O clareamento, quando indicado, vem de tratamentos que o dermatologista escolhe caso a caso: produtos aplicados na pele, alguns vendidos no Brasil só com receita, medicamentos e procedimentos de consultório. A escolha considera, entre outras coisas, gravidez e amamentação, tratamentos anteriores e a sensibilidade da pele. Depois da melhora, as fontes descrevem a continuação da proteção e do cuidado para reduzir o retorno.
Abaixo estão os protetores com cor e FPS 50 ou mais do catálogo, com o que cada fabricante declara. A lista serve para comparar, não é indicação para o seu caso. A escolha do produto, do tom e da rotina é conversa para a consulta.
Produtos do catálogo
Filtro deste tema: FPS 50 ou mais.
- Protetor Solar Facial Nivea Sun UV Face Controle de Oleosidade FPS 60 com corNiveaa partir de R$ 57,89 · R$ 1,16 / ml
- Photoage Stick Color FPS 99 12 gDermagea partir de R$ 116,52 · R$ 9,71 / g
- Protetor Solar Facial Avon Renew Ácido Hialurônico FPS 50 com CorAvona partir de R$ 44,90 · R$ 1,12 / g
- Cetaphil Sun Light Fluid FPS 60 com corCetaphila partir de R$ 89,90 · R$ 1,80 / ml
- Photoage Stick Color FPS 99 16 gDermageR$ 162,86 · R$ 10,18 / g
- Stick Bastão Multifuncional com Cor FPS 80BeyoungR$ 128,29 · R$ 9,16 / g
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A lista vem do catálogo e do filtro desta página, não de indicação individual. Os dados de produto são de coleta e ainda não foram conferidos no rótulo físico.
Quando procurar um dermatologista
Procure um dermatologista antes de começar qualquer produto clareador, inclusive os vendidos sem receita.
Procure também se uma pinta ou mancha crescer ou mudar de cor ou de formato, ou se tiver relevo, descamação, coceira, ardência ou sangramento. O melasma é uma alteração só de cor, sem relevo e sem sintoma. Um sinal diferente disso precisa ser investigado por um médico, mesmo que, na maior parte das vezes, não seja câncer.
Procure se as manchas pioraram depois de laser, luz pulsada, peeling ou outro procedimento, antes de fazer um novo.
Se as manchas surgiram junto com um medicamento novo, não pare o medicamento por conta própria: leve a observação a quem o receitou.
Grávidas e mulheres que amamentam devem passar por avaliação antes de usar qualquer produto para as manchas, porque esse período muda o que pode ser usado.
Procure também se você já tentou vários produtos sem resultado, ou teve melhora seguida de volta, e se as manchas estão pesando na sua autoestima e no seu dia a dia. Esse impacto faz parte do quadro e merece ser levado à consulta.
Esta página não faz diagnóstico, não substitui a consulta, não indica tratamento e não informa dose.
Veja também
Publicado pelo Minha Pele em 02/11/2026 · versão 0.3.0.
Fontes
- Schalka S, Steiner D, Ravelli FN, et al. Brazilian Consensus on Photoprotection (Consenso Brasileiro de Fotoproteção, Sociedade Brasileira de Dermatologia). Anais Brasileiros de Dermatologia, 2014;89(6 Suppl 1):1-74
- Ocampo-Candiani J, Alas-Carbajal R, Bonifaz-Araujo JF, et al. Latin American consensus on the treatment of melasma. International Journal of Dermatology, 2025;64(3):499-512 · 01/03/2025
- Handel AC, Miot LDB, Miot HA. Melasma: a clinical and epidemiological review. Anais Brasileiros de Dermatologia, 2014;89(5):771-782 · 30/08/2014
- Passeron T, Picardo M. Melasma, a photoaging disorder. Pigment Cell & Melanoma Research, 2018;31(4):461-465 · 29/12/2017
- Morgado-Carrasco D, Piquero-Casals J, Granger C, Trullàs C, Passeron T. Melasma: the need for tailored photoprotection to improve clinical outcomes. Photodermatology, Photoimmunology & Photomedicine, 2022;38(6):515-521 · 01/03/2022
- Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de pele melanoma: versão para a população · 16/09/2025
- Instituto Nacional de Câncer (INCA). Novo folder educativo orienta sobre câncer de pele. Informe INCA, nº 439, março de 2017 · 01/03/2017