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Como melhorar minha pele

Protetor solar: como escolher e usar

Como escolher e usar o protetor solar, o que os números do rótulo dizem e o que mais protege além dele.

Nenhuma medida sozinha protege a pele do sol. É o ponto de partida do Consenso Brasileiro de Fotoproteção, da Sociedade Brasileira de Dermatologia: a proteção é a soma de evitar o sol entre 10h e 15h, usar roupa, chapéu ou boné e óculos escuros, procurar sombra e usar protetor solar. No Nordeste, o consenso recomenda começar a evitar o sol às 9h; no Centro-Oeste e onde houver horário de verão, estender até as 16h.

No protetor, o primeiro número é o FPS. Ele mede a proteção contra a queimadura, e a Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda FPS 30 ou mais. FPS mais alto é indicado para quem tem mais sensibilidade ao sol, histórico pessoal ou familiar de câncer de pele, está em tratamento dermatológico ou passa mais tempo ao sol, no trabalho ou no lazer.

O FPS não mede a proteção contra o ultravioleta A. Pela regra da Anvisa, todo protetor solar vendido no Brasil precisa ter proteção UVA de pelo menos um terço do FPS. No rótulo, essa proteção aparece como FPUVA ou PPD. O rótulo também traz a categoria de proteção: baixa, média, alta ou muito alta, conforme o FPS.

A proteção do rótulo é medida com uma camada generosa de produto, de 2 miligramas por centímetro quadrado de pele. Na prática, as pessoas aplicam de 30% a 50% disso, e a proteção real cai bastante. Para chegar perto da quantidade certa, o consenso sugere dois caminhos: a regra da colher de chá, com uma colher de chá de protetor para a cabeça e o rosto, ou aplicar duas camadas seguidas.

A primeira aplicação é a mais importante. Faça com atenção, sem esquecer áreas, cerca de 15 minutos antes de sair ao sol. Se o fabricante declara proteção imediata, esse intervalo pode ser dispensado. Depois, reaplique a cada 2 horas e depois de nadar ou ficar muito tempo na água. Os protetores resistentes ou muito resistentes à água também perdem parte da proteção na água, por isso a reaplicação continua valendo.

A forma do produto, como creme, loção, gel, fluido, bastão ou spray, depende da pele e da área do corpo. Para pele oleosa ou com acne, o consenso aponta gel, gel-creme ou fluido. Os protetores com cor protegem também contra parte da luz visível, e o consenso os recomenda para quem tem melasma.

A proteção vale para todas as cores de pele. Na pele negra, o risco de câncer de pele é menor, mas existe, e prevenir manchas é uma das principais razões para se proteger.

Para crianças, o cuidado muda com a idade. Bebês com menos de 6 meses não devem ficar expostos diretamente ao sol, e o protetor não é recomendado nessa idade, a não ser por orientação médica. De 6 meses a 2 anos, a preferência é por produtos feitos só ou principalmente com filtros minerais, em creme ou bastão. Na gravidez, os protetores que seguem as normas da Anvisa podem ser usados.

Abaixo estão os protetores do catálogo com FPS 30 ou mais, com o que cada fabricante declara. A lista serve para comparar, não é indicação para o seu caso. Pele sensível, alergia a protetor, crianças e gravidez pedem a orientação de um dermatologista na escolha.

Produtos do catálogo

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A lista vem do catálogo e do filtro desta página, não de indicação individual. Os dados de produto são de coleta e ainda não foram conferidos no rótulo físico.

Quando procurar um dermatologista

Procure um dermatologista se um protetor causar vermelhidão, coceira ou ardência. Pode ser preciso investigar a causa, e a escolha passa a ser outra.

Procure também se você queima com facilidade, tem histórico pessoal ou familiar de câncer de pele, ou está em tratamento dermatológico, porque alguns tratamentos deixam a pele mais sensível ao sol.

Para bebês com menos de 6 meses, só use protetor com orientação médica.

Procure avaliação se aparecer uma pinta nova, escura e de bordas irregulares, se uma pinta que você já tem crescer ou mudar de cor ou de formato, ou se uma ferida não cicatrizar em quatro semanas. Na maior parte das vezes, alterações assim não são câncer, mas precisam ser investigadas por um médico.

Esta página não faz diagnóstico, não substitui a consulta e não indica um produto para o seu caso.

Veja também

Publicado pelo Minha Pele em 02/11/2026 · versão 0.3.0.

Fontes

  1. Schalka S, Steiner D, Ravelli FN, et al. Brazilian Consensus on Photoprotection (Consenso Brasileiro de Fotoproteção, Sociedade Brasileira de Dermatologia). Anais Brasileiros de Dermatologia, 2014;89(6 Suppl 1):1-74
  2. Anvisa. Resolução da Diretoria Colegiada RDC nº 629, de 10 de março de 2022 (protetores solares e produtos multifuncionais) · 16/03/2022
  3. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de pele melanoma: versão para a população · 16/09/2025
  4. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Novo folder educativo orienta sobre câncer de pele. Informe INCA, nº 439, março de 2017 · 01/03/2017